Ditadura nunca mais: prisioneiros do passado.

Era a época das Diretas Já, no ano de 1984. Havia manifestações de rua, também em Brasília, pedindo eleições diretas, o que não aconteceu.

Eu me lembro que minha mãe me levou ao médico. Eu tinha uns 10 anos. Logo depois a consulta, nós fomos à farmácia, para comprar os medicamentos. Não me perguntem, qual era o problema que eu tinha, porque eu não lembro! Só do gosto horrível do antibiótico.

No momento que entramos na farmácia, veio a manifestação de um lado e a polícia de outro. A farmácia fechou e ficamos aí trancadas, algo como uma hora, enquanto manifestantes e polícia quebravam o pau, na rua, W3 sul.

Por que conto essa história? Porque a cada vez que leio notícias de política do Brasil, esse momento vem a minha cabeça. Mesmo 30 anos depois seguimos prisioneiros do passado.

Não evoluímos muito, nem com o período de redemocratização. Seguimos com os mesmos políticos, com os mesmos discursos. Na cultura e nas artes é a mesma coisa. Poucos artistas surgiram de diferente. Respeito aos antigos, mas a passagem do tempo é necessária e saudável.

Esse congelamento que vivemos se dá porque não passamos a limpo o nosso passado. A Comissão da Verdade não puniu os crimes cometidos pelos militares de extrema-direita e guerrilheiros. Desde de então, nós vimos esses personagens extremistas e oportunistas atazanando a vida dos brasileiros.

No atual contexto, estamos caminhando para um possível Lula-Bolsonaro para 2022. Em condições normais, Lula deveria cumprir suas penas com a justiça brasileira e devolver o dinheiro usurpado. Bolsonaro já deveria ter sido impichado faz tempo.

Enquanto isso, milhares de brasileiros morrem por conta do vírus da Covid19 e pior, pelo andar da carruagem, seus cadáveres servirão de palanque para os oportunistas, para as eleições em 2022.

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