Estamos em 2021 e em plena Pandemia

Parece o óbvio, mas nos últimos tempos, eu tenho a sensação de que muitos perderam o contato com o mundo real que vivemos, no Brasil. Isso muito tem a ver, com as agendas impostas pelos políticos brasileiros.

Existe aquela mentalidade de “deixar sangrar” e passar o tempo todo em cima do palanque político, com o único objetivo de ganhar eleições . A idéia é de se perpetuar no poder e não assumir nenhuma responsabilidade. É de ganhar no grito, seguir no conchavo. Afinal de contas, meter a mão na massa é muito cansativo e dá trabalho.

O vírus não é culpa dos nossos políticos. Ele chegou no nosso território graças aos viajantes. Desde do começo da Pandemia, nem governo e nem oposição começaram a propor políticas para conter a propagação do vírus da Covid19 no país. Pelo contrário! Caiu nas graças dessa polarização requentada entre “ismos” e “istas”. Escolheu-se a palavra inglesa para o “confinamento”. Lockdown é coisa de esquerdistas, abrir o comércio é coisa de direitistas.

Estratégia Européia nem sempre funcionou

O confinamento salva vidas, mas ao mesmo tempo, arrebenta com a economia. Para isso é necessário estratégias. Como salvar vidas e salvar a economia ao mesmo tempo? Essa resposta está na política e não na politicagem.

Não existem fórmulas mágicas. No começo da Pandemia, há um ano, aqui na Europa, a Alemanha conseguiu conter bem a primeira onda. Havia uma esperança que essa crise resolveria rápido.

Logo após a primeira onda de infecções, governos europeus resolveram reabrir parte da economia. Era óbvio! Uma tentativa de salvar os milhares de empregos, já perdidos no primeiro lockdown.

Foi aí, que se perdeu o controle da Pandemia na Europa. Em meio as negociações para conter o vírus, muitos políticos, não importando se são de direita ou esquerda ficaram com medo de perder o apoio de suas bases políticas. Afinal de contas, lockdowns são medidas impopulares.

Depois veio a estratégia dos testes. Funcionou para manter os colégios parcialmente abertos. A população está cansada de tantas regras, especialmente, para os mais jovens que perderam a perspectiva de futuro.

As mutações quase arruinaram as campanhas de vacinação, na Europa. A corrida para vacinar o mais rápido possível esbarrou na falta de vacinas no mercado mundial. Para as próximas semanas espera-se que ande mais rápido. Quem sabe o verão europeu 2021 esteja salvo.

Qual é a estratégia brasileira?

No começo da Pandemia, Bolsonaro declarou que a Covid19 era uma “gripezinha”. Ele próprio foi infectado. Claro que o Senhor Presidente possui todo o acompanhamento de médicos e hospitais à sua disposição. A maioria dos brasileiros não possuem. Tanto assim que já são 373 mil mortos. Os dados são do Johns Hopkins University.

E a oposição? Poucas vozes se posicionaram por medidas de contenção do vírus no Brasil. Como também, não se posicionaram contra o Impeachment do Bolsonaro.

Enquanto Presidentes, Primeiro-Ministros e até Reis, mundo a afora se posicionaram para o combater o vírus. E Bolsonaro? Esse segue sabotando qualquer medida para conter a Covid19 no Brasil.

Testes não são gratuitos. No SUS – Sistema Único de Saúde nem sempre há testes e quando há, pode-se demorar dias.

Eu fiz uma pesquisa rápida na Internet e vi que várias farmácias privadas oferecem esses testes. O mais simples, aquele que te detecta o vírus somente, pode custar 99 reais. Isso significa que poucas famílias podem se dar o luxo de fazer testes semanais, como é feito aqui, por exemplo, na Áustria.

No ponto de vista do confinamento, mais ainda. Como isolar as pessoas que vivem nas favelas? Isso necessitaria de campanhas de esclarecimentos de como se proteger contra o vírus, além de subsídios para não sairem para trabalhar.

Mais uma vez, eu fiz uma pesquisa sobre os subsídios. De acordo com o site da Caixa Econômica Federal , o benefício pode variar entre 150 a 375 reais que encaixam com os critérios estabelecidos.

Esperar até as eleições de 2022 é simplesmente maudade. Maudade de políticos que estão acostumados a politicagem para ganhar eleições, para se perpetuar no poder, sem compromisso com a população, seus eleitores.

A hora de se fazer política é agora. A hora do impeachment também. Esperar para 2022 é afundar o país de vez, sobre vários mortos.

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