Feminicídio: O Caso Tatiane Spitzner

Esse caso, eu me lembro que eu estava no Brasil, quando a Tatiane Spitzner foi assassinada, no ano de 2018. A notícia passou no telejornal, à noite. As imagens captadas pelo circuito interno do prédio, onde ela vivia com seu marido, ficaram na minha cabeça.

Ela sendo espancada, aos gritos e nenhum vizinho teve a capacidade de chamar a polícia. Só depois que ela foi encontrada morta, após uma queda do prédio que ela vivia, com seu então marido, Luís Felipe Manvalier.

Ele foi condenado a 31 anos, 9 meses e 18 dias pelo homicídio qualificado da esposa. O juiz Adriano Scussiato Eyng não concendeu a Luís Felipe o direito de recorrer em liberdade, mantendo a prisão preventiva. As informações são do jornal “O Globo”.

Quero deixar claro, que não desmereço as outras vítimas. Muito pelo contrário, milhares de mulheres são vítimas de seus maridos, companheiros e familiares. Há aquela idéia de posse, onde, o homem pode fazer, o que queira aliado a impunidade.

A culpa sempre será da mulher. Mas, você usou uma saia muito curta. Olhe, mas esse comportamento, claro que você vai levar uma porrada e por aí, vai. Culpar a vítima sempre foi a alternativa, para se isentar as culpas.

Na Áustria, até agora 12 mulheres mortas neste ano

Não pensem vocês, que o feminicídio seja exclusidade brasileira. Aqui na Áustria, o assunto tem sido amplamente discutido, depois de 12 mulheres terem sido assassinadas, desde do começo do ano, sejam por ex-maridos ou ex-companheiros.

Nesses casos, na sua maioria, os maridos ou companheiros não aceitaram a separação. É aquele “se você não é minha, não é de ninguém”.

Outro problema enfrentado pelas mulheres é a falta de apoio financeiro. Muitas se vêem obrigadas a engolir relações violentas, por questões financeiras, especialmente em tempos de Pandemia. Esse é um ponto comum, com o Brasil e outros países.

Ao mesmo tempo, em muitos casos é necessário a proteção policial, pois o ex-marido ou ex-companheiro pode simplesmente matar a vítima.

Aqui na Áustria , o governo pretende liberar 25 milhões de euros para proteção das vítimas, especialmente com abrigos. Uma vez que a situação de violência começa, a mulher deve ser imediatamente de seu agressor.

Como se vê, o feminicídio não é só exclusividade nossa. É um problema mundial.

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