A informação que faz falta

Quando eu começo a ler o noticiário do Brasil, eu tenho a sensação que falta algo. É como você tivesse vendo um amontoado de letrinhas que não fazem sentido. Uma vez é a narrativa do partido X, outra vez é a narrativa do político Y e por aí vai.

Falta a informação, falta o que está acontecendo. Faltam reportagens de rua. Faltam os fatos. O que é muito assustador, especialmente em tempos de pandemia.

Não pensem vocês que os políticos europeus adorem os fatos do mundo real. Muitas das situações do mundo real incomodam aos políticos. Esses preferem sempre as boas notícias, sobretudo com seus méritos, o que em tempos de pandemia, é praticamente impossível.

A pandemia da SARS COV2 tem colocado o mundo a prova de todas as situações incômodas. Sejam do ponto de vista do número de casos de Covid19, infectados e mortos. Também tem colocado governos em posição delicada, quando são obrigados a tomarem decisões impopulares, como chamado lockdown, o bom confinamento, em português .

Mesmo assim, aqui no noticiário europeu, as notícias da Covid19 são obrigatórias. Como eu devo organizar a minha vida? Quais são as restrições? Como faço para me proteger de uma infecção?

No Brasil, os políticos optaram por encarar o vírus, para fazer politicagem. Começando pelo próprio Presidente que resoveu sabotar todas as medidas sanitárias e se negar a compra de vacinas, o que resultou na morte de milhares de brasileiros.

A oposição resoveu entrar no jogo e só responde aquilo que lhe convém. Uma espécie de jogo cartas marcadas que agradam os seus eleitores, mas que nem sempre estão de acordo com o senso comum de colocar um país para funcionar, com políticas para conter o vírus da Covid19. Vacinas salvariam as vidas dos eleitores do político A e B.

Quanto mais rápido for a vacinação, mais rápido retoma-se a economia e volta o emprego. Mas, não é desse jeito que os nossos políticos enxergam as coisas.

Nesse momento, a prioridade absoluta são as eleições do ano que vem. O pouco que se fala sobre a pandemia é por conta da mídia independente e de jornalistas comprometidos com as informações. Exemplo: o consórcio de veículos de comunicação que informam quantos brasileiros faleceram por conta da Covid19*. Claro, que temos que abrir um enorme parênteses aqui. Já que não testa no Brasil, como se testa em vários países europeus, o número pode ser maior.

Claro que aqui, eu estou usando o exemplo da Covid19, já que é atual e praticamente não podemos evitar. Mas, isso se estende para outras temas, como casos de corrupção, casos de violência e outros.

O assunto da vez é o voto impresso. Claro que o assunto é de extrema importância e deveria ser tratado com a maior transparência possível por todos os envolvidos. Se o Presidente levanta suspeitas sobre a urna eletrônica, caberia ao Tribunal Superior Eleitoral de acalmar os ânimos dos políticos e ser o mais transparente possível com a população. Esse jogo de um fala outro retruca faz muito mal, a super frágil democracia brasileira.

Se há informações que mostram que a urna eletrônica não são seguras, cabe ao TSE – Tribunal Superior Eleitoral corrigir esse erro. Do mesmo jeito, que o Bolsonaro deveria parar que o discurso, “eu perderei, por conta do voto impresso”. Essa narrativa é só para favorecê-lo e dar uma desculpa, em caso de derrota para o seu eleitorado mais fiel. Isso gera muita incerteza na população.

Bem, como eu escrevi no começo deste post, um amontoado de letrinhas narrativas não são informações. Com a informação correta, devidamente conferida, mesmo que incomode é o melhor caminho para a democracia.

Observação: O Ministério da Saúde não informa sobre o número de mortos pela Covid19. Essa informação é muito importante para se pesquisar, por exemplo, quais foram as causas das mortes. Se foi somente por conta do vírus ou se houve alguma doença pré-existente. Mais ainda, em tempos de mutações que impedem o fim da pandemia. Sendo assim, os principais veículos de comunicação buscam essa informação, junto às secretarias estaduais de Saúde, através do Conass – Conselho Nacional de Secretários de Saúde. Essa informação, você pode ver aqui clicando aqui

Por outro lado, o Ministério da Sáude mostra em sua página inicial, o “vacinômetro” que indica quantos brasileiros foram vacinados, até agora. Para você ver essa informação, clique aqui

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