Lula de Novo

Adriana Ribasmayer bem reflexiva.

As pesquisas mostram que o ex-presidente Lula é o preferido do eleitorado, de acordo com a última pesquisa IPEC. Ele aparece com 48% das intenções de votos e Bolsonaro com 21%.

Isso é normal, por conta do recall dos governos passados de Lula e também pela assessoria de imprensa transvestida de “jornalismo” , onipresente vendendo a imagem do ex-presidente, na imprensa brasileira e redes sociais.

Mas, ainda está muito cedo para afirmar que Lula será o novo Presidente do Brasil, mesmo que a cada pesquisa, um mar de robots, artistas, jornalistas assim desejem.

Se há adoração de parte da esquerda no Lula, há fatos que boa parte do eleitorado não esqueceu, como os casos de corrupção, enterrados com a Operação Lava-Jato. A tentação de querer controlar a imprensa e sua adoração por ditaduras, como a da Venezuela, Cuba e recentemente Nicaraguá.

Mas, aí fica a pergunta: Qual é a estratégia?

Muitos acreditam, parte da classe artística em especial, que uma suposta volta do Lula ao Palácio do Planato poderia trazer a bonança econômica de seus mandatos como Presidente. Mas, isso se deu por conta da conjuntura econômica da época, pela boa fase do Plano Real, no começo dos anos 2000. Também havia o boom do preço do barril de petroléo que ajudou muito economia brasileira. Eram outros tempos. Lamentável que essa bonança foi dispersada pela falta de visão política da nossa elite.

Se por ventura, o Lula voltar, a conjuntura econômica será outra. Em plena Pandemia, os impactos na população brasileira são terríveis como o desemprego e a inflação.

Para o investidor estrangeiro, não há como investir em um país cujas leis “mudam” de acordo com o freguês. E mais ainda se ele é rico ou um político poderoso.

Aqui na Áustria, depois de escândalos de corrupção envolvendo o ex-todo poderoso Sebastian Kurz, ele renunciou ao cargo de Primeiro-Ministro e depois se retirou da política.

A principal acusação é o uso de verba publicitária do Ministério das Finanças, no ano de 2017, na sua primeira campanha para Primeiro-Ministro pelo partido conservador. O valor é mais de um milhão de euros. Detalhes é só clicar aqui.

O que tem a ver? Para muitos políticos no Brasil, a corrupção é uma forma de fazer política. A impunidade virou uma marca. Em condições normais, Lula não disputaria Presidência e Bolsonaro já teria levado o impeachment. Esse é o fato.

Autor: Adriana Ribasmayer

Jornalista que adora observar o cotidiano e contar suas histórias. Journalistin mit einem Blick für Alltag Geschichte.

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