Lula-Alckmin

Minha opinião sobre a possível e até o momento inimaginável aliança entre Lula e Alckmin.

Já faz uns dias que se ventila na imprensa uma suposta chapa para as eleições de 2022, com Lula, como Presidente e Alckmin, como Vice. Algo como um balão de ensaio, para ver qual seria a reação do público.

No último fim de semana, a suposta chapa foi um pouco mais longe e os dois futuros candidatos se apresentaram em um jantar juntos, em São Paulo.

Parte da imprensa vendeu o encontro como uma espécie de pacto contra o Bolsonaro. Até poderia ser, com dois grandes poréns: Lula foi condenado por corrupção em três estâncias e Geraldo Alckmin, que foi candidato pelo PSDB na última eleição, 2018 e em 2006 quando concorreu contra o Lula.

Isso é bem prova do que já é conhecido faz tempos: que não existe oposição de fato no Brasil. Sempre existiu um jogo de cena para fomentar um falso empate político, aliás que foi mostrado através dos vários escândalos de corrupção, todos esses bem enterrados no governo Bolsonaro.

Efeito Sergio Moro

Desde de que ex-juiz e ex-Ministro da Justiça anunciou a sua pré-canditadura com o partido “Podemos”, a nata da política brasileira se sentiu mal.

É o que eu venho falando faz tempos, como a corrupção sempre foi moeda de se fazer política no Brasil, os brasileiros ainda buscam um candidato fora do establishment, mesmo que Moro não possua experiência na política.

Em 2018, Bolsonaro navegou na onda lavatista e se elegeu como “anti-establishment”, o que alías durou muito pouco. Para se proteger e proteger seus filhos da Justiça, Bolsonaro não só enterrou a Lava-Jato, mas como todas as tentativas de combate à corrupção.

Não somente, também reinventou Lula, que contou com uma ajudinha do STF que o liberou de suas pendências com a Justiça. Assim, livre, leve e solto, ele pode ser candidato, mais uma vez para Presidente.

O fato é que Lula está enfraquecido, comparando com que foi em 2003. Verdade que pela má gestão de Bolsonaro, parte do eleitorado sentiu saudade da bonança dos dois governos de Lula (2002 a 2010).

Mesmo assim, não será fácil convencer uma parte do eleitorado, de que Lula é “solução”. Parte da assessoria de imprensa “lulopetista” tem feito o seu trabalho, seja na imprensa, mais ainda a comercial, e pelas redes sociais.

Primeiro se vendeu mais “cubano”. Mas, foi massacrado pelos moderados. Agora, vem a tentativa “suave” com uma suposta chapa com Geraldo Alckmin.

Alckmin se desfilou do PSDB, depois de 33 anos e tem uma boa pontuação para Governador para 2022, com 28%. Ainda não se sabe, qual será o seu próximo partido, mais provável o PSD. Também não se sabe se ele efetivamente será vice de Lula, para 2022.

Depois desse anúncio, parte da militância política do PT deu o famoso “tilde”. Quem não se lembra dos debates acalorados de ambos em 2006? Ou da “eterna” “polarização” PSDB-PT?

Pois é. Alckmin-Lula parece a necessidade de reinvenção de ambos na política brasileira. Curiosa para ver, quais são os resultado dessa “aliança”.

Autor: Adriana Ribasmayer

Jornalista que adora observar o cotidiano e contar suas histórias. Journalistin mit einem Blick für Alltag Geschichte.

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