A morte de Moïse

Uma morte trágica.

Eu fiquei horrorizada com as cenas de espancamento do congolês Moïse Kabamgabe. As cenas são de uma brutalidade feroz. E olha que ele foi cobrar o dinheiro que ele trabalhou nesse quiosque, na Barra da Tijuca, nada mais.

Moïse foi tentar a vida no Brasil, com a sua família. A situação do Congo é completamente caótica, uma mistura de guerra civil e anarquia. Como todo refugiado, merece sim uma nova oportunidade. Com certeza, não merecia ser morto a pauladas.

Houve uma enorme discussão nas redes sociais. Seria puramente racismo? Não. Isso é uma amostra de um estado falido, como o Rio de Janeiro, onde a bandidagem faz o quer e sabe que não será punido.

Isso não significa que não exista racismo. Sim, ele existe. E ele foi intensificado ao longo de três anos de governo Bolsonaro. E com certeza não será eliminado tão facilmente no Brasil.

Refugiados como Moïse, não se importam em trabalhar por pouco dinheiro. Um brasileiro também poderia aceitar, mas por conta da legislação, está mais protegido.

O que os assassinos de Moïse fizeram é o que há de normal no Rio de Janeiro. O que eles não contavam é que estavam sendo filmados. Merecem ser punidos, com todo rigor da lei.

E o Rio de Janeiro? Esse estado deve passar por uma restruturação profunda…

Autor: Adriana Ribasmayer

Jornalista que adora observar o cotidiano e contar suas histórias. Journalistin mit einem Blick für Alltag Geschichte.

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